sábado, 27 de outubro de 2012

Sargento Vieira quebra o silêncio


Fugindo um pouco à nossa promessa, voltamos na data de hoje em edição extraordinária.

É amigos, temos visitado diversos colegas da tropa, nas diversas unidades policiais, e estamos enxergando um certo grau de insatisfação com os últimos acontecimentos relativos às lutas das categorias e representações dos militares.

Apesar de ser bem votado, nosso candidato a vereador, o Sargento Vieira, não conseguiu ser eleito para uma vaga na Câmara. As redes sociais e as diversas mídias anunciam que o capitão Samuel tenha sido o responsável pela não eleição de Vieira. Será que isso é verdade?

Não sabemos bem ao certo o que ocorreu, pois ainda não tivemos a oportunidade de conversar com ambas as partes. Porém este vídeo suspeito que circula na internet mostra uma tentativa frustrada por parte da assessoria de uma das partes em justificar o injustificável. Cliquem aqui para ter acesso ao vídeo.

Pois bem, o sargento Vieira, único militar efetivamente condenado, até agora, em Conselho de Disciplina, além de ter sido o único líder a cumprir prisão pela luta em prol da categoria, resolveu quebrar o silêncio e compareceu, esta semana, ao programa do radialista George Magalhães para falar o que a tropa anda comentando nos quarteis. 

Vamos à gravação que fora encaminhada ao capitaomano@gmail.com:


A entrevista é longa, mas, para aqueles que não tem muita paciência, ouçam, especialmente a partir dos 34 minutos da gravação as declarações bombásticas do jornalista Marcos Aurélio.

Como o blog do Capitão Mano é um espaço democrático, aguardamos a presença do deputado Samuel Barreto ao programa de George Magalhães, próxima semana, e que sua assessoria de imprensa nos encaminhe o vídeo da gravação para que seja publicado aqui no blog.

Que os barnabés, com seus pontos de vistas brilhantes e visão política de representação de classe, teçam seus comentários.

QUE DEUS NOS AJUDE E OLHE POR NÓS!

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Desabafo

Abaixo transcrevemos o texto emitido por um oficial militar estadual encaminhado ao e-mail capitaomano@gmail.com, e que ajuda a explicar os resultados das últimas eleições municipais de Aracaju. 

Apesar de o oficial ter pedido para que seu nome fosse creditado, em respeito a sua integridade e em virtude de alguma perseguição que o mesmo possa vir a ser vítima, omitiremos a sua identificação.

Eu poderia elucubrar diversas justificativas para a não eleição do Sargento Vieira para a Câmara Municipal de Aracaju. Depois que uma eleição acaba é fácil apontar as falhas e indicar os culpados por algum fracasso.

Para os que não participaram diretamente da campanha, eu posso dizer que o trabalho de Vieira foi heroico.

No último dia de inscrição das candidaturas todas as portas dos partidos estavam fechadas para ele. Afinal de contas os partidos o viam como uma vaga a menos na coligação dada à votação esmagadora conseguida pelo Capitão Samuel em Aracaju.

Faltando menos de uma hora para o encerramento do registro das chapas, Vieira conseguiu se inscrever na coligação que continha o previsível maior corte por legenda das eleições, fato que acabou se consumando.

Alguns colegas telefonaram para mim atribuindo a culpa da não eleição aos diversos candidatos militares. Outros, à escala de serviço que prejudicou os votos dos militares domiciliados em Aracaju.  Somente aí seriam quase dois mil votos.

O Sargento Vieira precisava de mais 500 votos para ser eleito de forma direta e assim poder se livrar das amarras já conhecidas que não o deixam mais à vontade para trabalhar em prol da tropa.

O voto de vereador é o mais difícil de ser conquistado. Só na rua em que moro tem três candidatos e fui abordado por todos eles, por diversas vezes, mesmo sendo todos cientes de minha escolha.

Muitos consideram a não eleição de Vieira uma derrota. Eu prefiro ver o outro lado das coisas.

Uma série de fatores negativos que foram identificados e que não podem ser falados em público, mas que são de conhecimento de todos,  atrapalharam a eleição. 

Diversos inimigos externos e internos não queriam ver um praça ser eleito e lutar contra a opressão, as más condições de trabalho e à falta de uma política de valorização profissional. Afinal de contas, o praça tem que ser elemento de execução como está previsto em diversos regulamentos.

O Sargento Vieira foi um herói, pois conseguiu ser o militar estadual mais votado para vereador de Aracaju em toda a história, apesar de quase tudo trabalhar contra ele. A força de seus amigos falou mais alto e por quase 500 votos a tropa não conseguiu emplacá-lo.

Confesso que não consegui dormir após a apuração. Não pelo fato de não elegermos nosso candidato, mas sim pelo fato de Vieira ter sido condenado em conselho de disciplina em pena de reforma com vencimentos proporcionais. 

Também chorei pelo fato de Vieira ter sido o único representante que foi efetivamente punido e agora correr o risco de perder o emprego que tanto ama e que sustenta seus três filhos.

Vieira, levanta a cabeça que teu dia irá chegar! A tropa conhece todo o teu trabalho e na hora certa fará justiça!

Quanto à AMESE, precisamos de você na frente dela mais ativo do que nunca e a nossa primeira briga deve ser aquela pelo direito de que todos os militares estaduais possam votar no seu local de trabalho e assim podermos nos tornar cidadãos, em sua total plenitude, como todos os outros brasileiros.

Colocações do blog: Em entrevista concedida hoje pela manhã ao programa de George Magalhães, o Capitão Samuel foi acossado por diversos ouvintes sobre uma possível falta de apoio para a campanha de Vieira. Quanto a isto, só quem poderá responder serão as partes envolvidas. Uma coisa é certa, em nenhum momento houve uma assembleia, liderada por quem deveria fazê-lo, em que fosse dito que Vieira seria o candidato da categoria e que qualquer outro militar que fosse candidato deveria retirar sua inscrição. Além disso, especula-se nas redes sociais que foi concedido algum tipo de apoio infundado a candidatos que nada tem a ver com a causa militar.

Aos leitores, as demais colocações e nossos pedidos de desculpas pelo longo período de ausência que o blog terá a partir desta data. No momento certo estaremos de volta. A tropa poderá fazer suas colocações e trocar ideias aqui no espaço de comentários.

2014 se aproxima e a tropa fará justiça. Os picaretas, se existiram, serão identificados. 

A LUTA CONTINUA!

QUE DEUS NOS AJUDE E OLHE POR NÓS!

domingo, 7 de outubro de 2012

PARABÉNS SINTESE!

O blog do Capitão Mano parabeniza o professor Iran Barbosa pelos 7808 votos alcançados na eleição para vereador de Aracaju, sendo o candidato mais votado da capital. Por extensão, parabeniza também o SINTESE pelo poder de mobilização de seus sindicados em prol de sua categoria.

Interessante que se faça o registro de que, apesar da árdua batalha travada por este sindicato, os professores não conseguiram o reajuste referente ao piso salarial extensivo para toda a categoria e que um professor, em início de carreira, recebe 60% do salário de um soldado. Mesmo sem conseguir NENHUMA conquista, o SINTESE e os professores da rede estadual são unidos e politizados.

O blog parabeniza também os outros 17 policiais e bombeiros militares que lançaram candidatura e não conseguiram se eleger, enquanto os professores da rede estadual centraram suas forças em uma só candidatura.
 

AGORA, MAIS DO QUE NUNCA:

QUE DEUS NOS AJUDE E OLHE POR NÓS!

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

SARGENTO VIEIRA, 22330!

Domingo será realizado nosso pleito eleitoral.

Boa parte da equipe do blog está escalada em alguns municípios do interior sergipano (mesmo assim daremos um jeitinho para vir votar em Aracaju) e, por este motivo, estamos a fazer aqui nosso último pedido de votos.

Cerca de 700 militares que votam em Aracaju, tanto da PM como do Corpo de Bombeiros, serão deslocados para reforçar o policiamento no interior do estado. Isso significa dizer que serão 700 votos, teoricamente, a menos para o nosso bravo sargento Vieira. Dizemos teoricamente... Sim, teoricamente...

Esquecem os caciques políticos de Sergipe, além dos poderosos de plantão, que os militares sergipanos não são iguais aos demais militares de outras corporações ou forças país afora, modéstia à parte. Nossa conscientização política e social é incomum. Prova disto é o empenho de cada barnabé da segurança pública nesta eleição, o comparecimento às assembleias classistas realizadas e os altos níveis de comentários aqui postados e que são lidos por toda a cúpula da SSP.

Estão tentando minar a candidatura de Vieira, mas a tropa está em alerta e já traçou planos de ação (os quais logicamente não contaremos aqui) e já firmou o compromisso de reforçar o pedido de votos por telefone aos parentes e amigos que aqui na capital ficarão.

A eleição de Vieira é muito importante para mostrarmos a força da família militar sergipana. Somos a única categoria profissional em todo o país que é alijada em massa de participar do pleito eleitoral. Só que o sistema esquece que o policial ou bombeiro militar não é um ser alienado ou solitário: temos familiares, amigos e simpatizantes, que, além de nós mesmos, preocupam-se com a gente. Além disso, somos o melhor cabo eleitoral que existe. Temos um dos maiores poder de persuasão!

Ontem tivemos a oportunidade de conversar com um cacique político local que nos alertou para o fato de alguns “candidatos” militares terem sido lançados (cerca de 18) apenas para minar votos de Vieira e não elegermos militar algum. Queremos fazer um apelo a estes candidatos, dentre os quais encontra-se meu primo Sargento Califa, que abandonem suas candidaturas e que passem para o lado da verdadeira família militar. Reconheçam quem sacrificou sua carreira, quem defende os militares em todos os órgãos públicos e imprensa e quem verdadeiramente veste a camisa de luta dos militares, sendo personagem importante no processo de valorização dos militares. Hoje somos vistos pela sociedade de outra forma.

Deixem interesses pessoais de lado e lutem pela coletividade. Como a eleição está próxima, lutar pela coletividade significa votar em Sargento Vieira.

Visitem as pessoas que vocês pedirão votos e, caso elas ainda permaneçam em dúvida ou tenham outro candidato, mostrem-lhes os vídeos abaixo:


RUMO À VITÓRIA, 22330 NELES!

QUE DEUS NOS AJUDE E OLHE POR NÓS!

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Faltam poucos dias para fazermos história

A contagem regressiva começou, daqui a uma semana teremos nossas eleições municipais. Hora de gastar sola de sapato e visitar nossos parentes, amigos e conhecidos para reforçar o pedido de voto ao amigo Sargento Veira.

Não podemos perder esta oportunidade de mostrar ao sistema político vigente o poder que tem uma tropa unida!

À vitória!

QUE DEUS NOS AJUDE E OLHE POR NÓS!

domingo, 30 de setembro de 2012

O salário dos policiais civis

Bendita seja a internet por nos propiciar a memória de vários atos que esquecemos com o passar dos anos.

Coisa mais difícil é ver o contracheque de um policial civil, mas o governador Marcelo Déda fez ventilar aos quatro cantos que a PMSE tem o 2º maior salário do país. Mas, não faz, e nunca fará, nenhuma ressalva ao salário dos policiais civis sergipanos.

Abaixo temos o vídeo, gravado antes da concessão de gratificação de cursos aos policiais civis (até 40% do salário-base), no qual Antonio Moraes fala quanto recebe, com muita justiça, um policial civil sergipano.

 SARGENTO VIEIRA 22330! QUE DEUS NOS AJUDE E OLHE POR NÓS!

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Carreata da vitória!

O blog do Capitão Mano tomou conhecimento da última carretada da campanha do Sargento Vieira a ser realizada no próximo domingo.

A primeira foi sucesso total e esperamos que esta última seja incrementada por um número maior de colegas, especialmente aqueles que foram escalados para trabalhar nas próximas eleições em situações precaríssimas de trabalho e os que estão sendo processados por motim.

O governador Marcelo Déda já "adoeceu" devido o desgaste de sua imagem perante à sociedade sergipana e por este motivo devemos reunir o maior número de carros e motos nesta empreitada para mostrar aos poderosos de Sergipe que os militares não são cão sem dono nem estão desamparados.

Nós, barnabés, temos o maior poder que existe na ponta dos nossos dedos: o voto!

Nesta hora o coronel é igual ao soldado, o cabo é igual ao governador e ninguém estará te fiscalizando na urna para saber em quem você votará.

Deixe as desculpas esfarrapadas de lado, passe o protetor solar no rosto, reúna a família e embarque nesta que será a carreata da vitória da família militar sergipana, que, com fé em Deus, mais uma vez fará a diferença!


Esta postagem presta as sinceras homenagens aos Cabos Natanael (ex-1º BPM) e Selmo (7º BPM) desejando aos mesmo que a força do Senhor e de suas famílias estejam lhes amparando neste momento tão complicado de que foram vitimados e que será exposto aqui neste espaço futuramente.

A concentração da carreata será na Praça de Final de Linha do Conjunto Bugio, às 09 horas deste domingo, 30 de setembro.

Contamos com suas presenças!

SARGENTO VIEIRA, 22330!

QUE DEUS NOS AJUDE E OLHE POR NÓS!

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

E agora, José?

Simplesmente fantástico!

Olhem, eméritos leitores, poderíamos discorrer e muito sobre o texto abaixo que foi publicado no blog da AMESE, mas, devido à qualidade do texto, nada escreveremos. Apenas leremos!

NÃO HÁ CRIME DE MOTIM.

Antes que o associado ou simpatizante da Associação de Militares de Sergipe efetue a leitura deste texto, quero alertá-los que meu objetivo não é tornar-me articulista jurídico, longe disso. Aliás, não sou advogado, muito menos bacharel em Direito.

O pouco conhecimento jurídico que possuo foi-me ofertado durante os três anos nos quais tive a grata oportunidade de frequentar o Curso de Formação de Oficiais na Academia de Polícia Militar do Distrito Federal. Dentre as disciplinas que faziam parte da grade curricular do CFO, encontrava-se o estudo do Direito Penal Militar. Tal cadeira era ocupada por eminentes estudiosos da área que nos mostravam a teoria científica da legislação repressora castrense e sua aplicação prática nos diversos julgamentos que tive a oportunidade de assistir à época.
Na qualidade de vice-presidente interino da AMESE, sou acionado, juntamente com o amigo Sargento Edgard, por diversos militares do grupo que está sendo denunciado ou indiciado por uma suposta prática do crime militar previsto no artigo 149 do Código Penal Militar. Faz-se necessário o registro de que muitos destes militares nos procuram bastante nervosos devido à preocupação com o risco de uma prisão e a consequente exclusão dos quadros da instituição militar de que fazem parte. Não foram poucas as vezes, inclusive, de presenciarmos  colegas virem às lágrimas por toda a pressão que estão recebendo nas diversas audiências realizadas e o consequente lançamento de seus nomes na lista de acusados do sítio eletrônico do Tribunal de Justiça de Sergipe.
O objetivo deste texto é tranquilizar o militar estadual, seja ele da Polícia Militar ou do nosso brioso Corpo de Bombeiros, para prestar alguns esclarecimentos que, ao ver desse humilde escritor, não encontrarão prosperidade alguma, caso cheguem efetivamente às raias do Poder Judiciário.
No mês de novembro de 2011, enquanto exercia o cargo de presidente desta associação, o 2º Sargento Jorge Vieira da Cruz, por meio de denúncias à imprensa fartamente divulgadas, alertara o Poder Executivo  estadual acerca da situação de irregularidade em que se encontravam algumas viaturas da Força Pública estadual. Dentre as faltas relacionadas podem ser citadas a falta de pagamento do licenciamento anual, do seguro obrigatório, ausência de placas de identificação, de lacre de segurança. Além destas, acrescentam-se a falta de equipamentos obrigatórios de segurança e a ausência de condições mecânicas que permitiam a eficiente prestação do serviço de policiamento ostensivo e a própria segurança dos policiais que utilizassem aqueles veículos.
O Código Penal Militar, em seu artigo 42, assim se manifesta:
"Art. 42. Não há crime quando o agente pratica o fato:
(...)
        III - em estrito cumprimento do dever legal;
(...)"
Diversos penalistas defendem a tese de que é impossível que em um ordenamento jurídico, que se entende como perfeito, uma norma proíba aquilo que outra imponha ou fomente.
O artigo 7º do CTB estabelece que as polícias militares fazem parte do Sistema Nacional de Trânsito, atribuindo-lhes algumas competências no sentido de executar a fiscalização de trânsito. Não foram poucos os que já foram autuados pelas briosas companhias de trânsito e rodoviária de nossa Força Pública em virtude de infringirem os diversos artigos previstos na legislação.
Suponhamos que o policial militar, nas diversas abordagens que executa diariamente, depare com um condutor de veículo que se encontre em desacordo com a legislação pátria de trânsito.  Será sua obrigação autuar o condutor infrator e adotar as demais medidas legais e administrativas pertinentes ao caso. Se não dispuser dos conhecidos talonários de autuação e/ou bafômetro, deverá envidar esforços para convocar a guarnição de Policiamento Ostensivo de Trânsito mais próxima, para que se adotem todas providências relativas ao caso.
Como autoridade policial, o PM tem o DEVER de agir ao deparar com quaisquer irregularidades de trânsito, sob a pena de se ver processado pela prática do crime previsto no artigo 319 do CPM, qual seja o de prevaricação.
Mesmo tendo sido alertado com relativa antecedência, o poder público quedou-se silente em relação à regularização dos veículos automotores destinados ao policiamento ostensivo ordinário, vindo apenas recentemente a solucionar este problema.
Cerca de 100 militares de polícia estão sendo processados pela prática do crime de motim, por terem se negado a dirigir viaturas que se encontravam em desacordo com a previsão legal do Código de Trânsito Brasileiro.
A conduta de quem se nega a dirigir uma viatura em situação de irregularidade não é antinormativa, mas sim imposta pela norma. Tais veículos não deveriam estar em circulação em nenhum momento se a legislação fosse cumprida à risca e é isso o que a sociedade espera de um agente policial. O imperador Júlio César certa vez afirmara: "A lei e a ordem somente existem em Roma graças às legiões de soldados", corroborando historicamente o fato de os agentes públicos ostensivos de segurança zelarem pela tranquilidade social.
O Ministério Público Militar denunciou os militares pelo crime de motim, a meu ver equivocadamente, pelo fato da recusa de dirigir veículos irregulares. Não se ativeram ao problema do conflito de normas (antinomia), que surgiu com tal ação. No dizer do penalista Zaffaroni, em seu Manual de Direito Penal Brasileiro: “a lógica mais elementar nos diz que o tipo não pode proibir o que o direito ordena e nem o que ele fomenta”.
Caso mais emblemático é o dos cerca de 200 militares cujos inquéritos policiais militares ainda se encontram sob análise do Ministério Público Militar, que a princípio podem ser processados, também por motim, por haverem efetuado doação de sangue.

Retornando ao artigo 42 do Código Penal Militar, encontramos também como excludente de ilicitude:
  "Art. 42. Não há crime quando o agente pratica o fato:
   (...)
        IV - em exercício regular de direito."
A Lei Federal nº 1.075, DE 27 DE MARÇO DE 1950, assim estabelece:
"(...)
Art. 1º Será consignada com louvor na folha de serviço de militar, de funcionário público civil ou de servidor de autarquia, a doação voluntária de sangue, feita a Banco mantido por organismo de serviço estatal ou para-estatal, devidamente comprovada por atestado oficial da instituição. 
Art. 2º Será dispensado do ponto, no dia da doação de sangue, o funcionário público civil, de autarquia ou militar, que comprovar sua contribuição para tais Bancos.
Art. 3º O doador voluntário, que não for servidor público civil ou militar, nem de autarquia, será incluído, em igualdade de condições exigidas em Lei, entre os que prestam serviços relevantes à sociedade e à Pátria.
(...)"
Ora, não se pode qualificar a conduta de os militares terem doado sangue como criminosa pelo fato de a doação de sangue ser fomentada pelo estado, inclusive, através da lei.  Prova disso são diversos sítios eletrônicos governamentais fazendo publicidade acerca da importância do regular abastecimento dos diversos bancos de sangue do estado, e as campanhas realizadas às vésperas de grandes eventos festivos, carnaval e festas juninas.
Acredito piamente ser um direito de qualquer cidadão, e entre estes cidadãos figura o militar estadual, efetuar a doação de sangue desde que se encontre em condições mínimas preestabelecidas de saúde. Se me permitem o desabafo, queria eu poder exercer este ato de solidariedade e amor ao próximo! Porém, devido à enfermidade de que estou acometido, encontro-me impedido.
Caso todas as denúncias sejam levadas adiante, através da via costumeiramente percorrida pelo juiz, haverá o momento em que o conselho de justiça militar passará a verificar as condições de existência das causas de excludente de ilicitude, as quais foram debatidas no decorrer do texto.
No dizer do antigo ministro do STJ, Francisco de Assis Toledo:
"Exigir-se que, neste caso, o agente se defensa utilizando de alguma causa de justificação ou de exclusão da culpabilidade é permitir-se que o cidadão, que age dentro dos padrões dominantes na sociedade em que vive, deva prestar contas, isto é, deva justificar-se a respeito de um comportamento aceito, normal, praticado pela generalidade das pessoas ou, em certos casos, até necessário para o bom andamento das relações sociais”.
Lida a citação, fica a pergunta: seria a doação de sangue necessária para o “bom andamento das relações sociais”?
Com a resposta, o penalista Mir Puig:
                                                     “Não se pode castigar aquilo que a sociedade considera correto”.
É por este motivo que se ventila entre alguns advogados que conheço que: “o Ministério Público quis pegar os pássaros com as mãos, mas só conseguiu ficar com as penas entre os dedos”.
Além de tudo que foi discorrido no texto, quero chamar a atenção de que diversos outros militares que faltaram ao serviço em um determinado evento realizado no mês de janeiro foram punidos administrativamente. Já estes 300 poderão ingressar na seara penal militar, correndo o risco – possibilidade que achamos remotíssima - de serem condenados a uma pena mínima de 4 anos de reclusão.

Como se não bastasse, um representante do Poder Executivo estadual, em Termo de Ajuste de Conduta firmado pelo próprio Ministério Público Estadual, afirmara que todos os militares que trabalhariam no evento foram voluntários para o mesmo. Tamanha era a veracidade disto que o próprio Ministério Público Militar afirmou, em cota, que todos aqueles que firmaram requerimento para não serem escalados estariam imunes a qualquer acusação criminal. Resta identificar qual foi o Boletim Geral Ostensivo ou Diário Oficial do Estado que publicara a possibilidade de os militares firmarem requerimento solicitando o “não-escalamento”, sob o risco de se ver mais um julgamento ser prejudicado pela irregular inversão do ônus da prova.

Em recente publicação em boletim, diversos bombeiros militares foram punidos administrativamente por haverem realizado doação de sangue e, consequentemente, gozado um dia de folga. Juridicamente, esta punição disciplinar tem todo o encaminhamento ao fracasso, pelos mesmos motivos elencados anteriormente.

Reforço mais uma vez o objetivo deste texto no sentido de tranquilizar todos os militares envolvidos neste processo, assim como seus familiares, confirmando, à luz da legislação, não haver a prática de qualquer tipo de crime.

Nossos advogados estão disponíveis para todos aqueles envolvidos neste processo e que se sintam prejudicados pela forma como o caso vem sendo tratado, ainda que haja algum envolvido que não seja associado.

Caso o militar prejudicado não tenha o interesse em utilizar os serviços de um advogado da AMESE, pedimos que imprima este texto e apresente-o ao advogado de sua preferência.

Concluo, acreditando na justiça e na consequente absolvição de todos os senhores e deixo meu telefone de contato para qualquer tipo de esclarecimento, assim como o do presidente da entidade, o Sargento Edgard: 

- Ildomário Santos Gomes: 9808-1620
- Edgard Menezes: 9958-6611

ILDOMÁRIO SANTOS GOMES
Vice-presidente interino da AMESE
Queremos parabenizar o oficial que escreveu o texto e reafirmar a confiança aos presidentes das associações que lutam verdadeiramente pela categoria!
É por este motivo que todos os que fazem o blog votarão no Sargento Vieira - 22330
QUE DEUS NOS AJUDE E OLHE POR NÓS!

domingo, 23 de setembro de 2012

FAÇA SUA PARTE, BOMBEIRO E POLICIAL MILITAR!


CARREATA DA VITÓRIA!
3O de Setembro
Concentração 9h no final de linha do Conj. Bugio NA LATERAL DO G. BARBOSA 
SAÍDA PREVISTA ÀS 10H.

SARGENTO VIEIRA 22 330 uma história de luta!


 PERCURSO:            
Rua A3
Av. Poço do Mero
Rua Geny da Silva Dias
Rua Radialista José da Silva Lima
Av. Santa Gleide
Rua Carira
Rua José de Oliveira (sentido PAC. do Dom Pedro).
Rua k
Rua O
10º Rua José de Oliveira (Sentido Conj. Agamenon Magalhães)
11º Rua Nossa Senhora de Fátima
12º Rua Mato Grosso
13º Rua Paraíba
14º Rua Rio Grande do Sul
15º Av. Rio de Janeiro
16º Rua Nestor Sampaio

17º Rua Castro Alves (Rua do Batalhão de choque)
18º Rua João Gomes (sentido Conj. Médice).
19º Av. Luciano Monteiro Sobral
20º Av. Adélia Franco (contornando o viaduto sentido Emes)
21º Av. Tancredo Neves
22º Av. Beira Mar (entrando no farol em direção ao Conj. Augusto Franco)
23º Canal 5
24º Canal 4
25º Praça da Juventude no Conjunto Augusto Franco (Ponto final)
 3O de Setembro
QUE DEUS NOS AJUDE E OLHE POR NÓS!